quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Jean-Claude Bernardet e Nelson Nicolai - artigo na revista Fapesp n 137 de julho 2007

Na revista Fapesp nº 137, de julho de 2007, o artigo reproduzido a seguir, "Entre deus e o diabo na terra do sol", cita a relação profissional e de amizade entre Bernardet e Nelson.




Fonte [PDF]: 
http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2007/07/90-93-terra-sol-137.pdf?c3d40c

sábado, 12 de novembro de 2016

[poemas vivos]

[Poemas vivos]
para ela, que está chegando...          


       Eles vinham pelas curvas do parque, mãos dadas, lentamente. O silêncio era interrompido apenas pelos olhares sorridentes que trocavam.

       Algumas vezes paravam, girando o olhar em torno, pelas flores, árvores, céu, aspirando fundo para voltar a envolver com os olhos um ao outro, transbordantes de ternura.

       Descuidados do tempo, deliciavam-se com os sentimentos confusos e indefinidos que os empolgavam.

       Ela, não podendo sufocar sua felicidade, exclamou:

       É tão bom, tudo é tão belo!...

       Alguém, num banco, desviou o olhar de um livro de poemas, surpreso, e procurou ao seu redor pela beleza.

       Decepcionado, retornou ao livro, enquanto os dois poemas vivos lentamente se afastavam.


Nelson Nicolai

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

1942-43 - Descobri que éramos o Mal a ser perseguido


Descobri que éramos o Mal

       Eu tinha 7 anos quando começou a 2ª guerra mundial. Nossa família "torcia" pela Alemanha, contra Inglaterra e França. Meu pai nasceu em Leipzig, na Saxônia alemã, e veio criança para o Brasil, tendo-se naturalizado brasileiro em 1941. Minha mãe era filha de austríacos. Pertencíamos ao Eixo, como se dizia...

       À noite escutávamos a rádio alemã, em ondas curtas, que transmitia às 8 horas um programa em português. Recordo-me bem de como indicavam os navios aliados torpedeados:  para cada navio afundado soava um gongo. Uma vez lembro-me de que houve mais de 100 gongadas.

       Em 1940, quando os alemães entraram em Paris, lembro hoje com certo constrangimento que corri até os vizinhos para avisar...

       Falei alemão até os 5 ou 6 anos, quando morreu a avó paterna, Ana Maria. Ela ensinou a mim e a minha irmã, três anos mais velha do que eu, porque não falava português. Minha irmã chegou a frequentar uma escola alemã, que deixou para estudar com as freiras italianas que instalaram colégio na cidade. Eu invejava sua lousa portátil, onde fazia exercícios e depois apagava com um paninho, ou era com a mão?

       Em 1942 (22/8) o Brasil declarou guerra ao Eixo. Nós nos sentíamos brasileiros, por isso não nos achávamos ameaçados. Houve passeatas, e os alemães, italianos e descendentes foram xingados e suas casas marcadas com um enorme 5.ª (de 5.ª coluna, referindo-se aos inimigos internos). Inclusive a nossa.

       Em 1943 tentei entrar para o escotismo. Mas não me aceitaram, por ser filho de alemão...




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Frase esparsa: desperdício de horas-cultura

"O desperdício de horas-trabalho (isto é, industrial, comercial, administrativo) pode ser avaliado pela produção que não é feita. Como poderemos avaliar o desperdício de horas-cultura, se não temos uma base de comparação?"  (Nelson Nicolai)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

2002 - Homenagem da Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes

Meu amigo Claudio Giordano, da Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, no número 3 de dezembro de 2002 da Revista Bibliográfica & Cultural, houve por bem me prestar uma homenagem. Sem palavras para agradecer tão gentil iniciativa.





1976 - Campus Livraria e Editora Ltda.

Em 1976 abri a Campus Livraria e Editora, na rua Santa Luzia, 23, no bairro paulistano da Liberdade.
Também foi uma forma de conseguir sacar o FGTS que os interventores federais da Cia. Ed. Nacional se comprometeram a me liberar se ficasse por uns tempos ensinando o serviço à nova equipe; como passaram a me chantagear, ameaçando não liberar mais o FGTS, mandei-os ao local que mereciam, como já expliquei antes.

Eis o contrato da empresa:




 


Capa de um dos catálogos lançados em 1978:



Cartão:


1980 - Livraria Canto Livre Ltda.

Em 02 jul 1980 abri a Livraria Canto Livre na rua Lisboa, 574 - altos, no bairro paulistano de Pinheiros, quase na esquina com a rua Teodoro Sampaio, com vista para a praça Benedito Calixto, para atuar na área de discos e livros.

Declaração de Microempresa para 1986: